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08/08/2009 - 13h00 - Atualizado em 00/00/0000 - 00h00
A vida no planeta depende do climaAs Mudanças Climáticas e suas interferências na vida saudável do planeta
O desmatamento e as queimadas intensificam as conseqüências do efeito estufa no planeta, o que torna esse problema, segundo pesquisas realizadas pela revista médica "The Lancet" e por cientistas do University College de Londres, a maior ameaça à saúde do século XXI.
As altas temperaturas acarretam a proliferação de doenças infecciosas, desnutrição, além de danos no cultivo de grãos, enchentes, tempestades, secas e outros fenômenos naturais. Esses prejuízos distribuem-se de forma desigual, prejudicando, principalmente, os habitantes dos países pobres.
Os Estados Unidos e a China são os principais emissores de gases-estufa do mundo, no entanto, são os que menos sofrem as conseqüências da falta de planejamento da emissão de carbono na atmosfera.
Os países ricos serão menos afetados, pois buscam construir sociedades com menos liberação de carbono, e, por consequência, teriam cidadãos mais saudáveis, o que não pressupõe que estes sairão ilesos desse fenômeno que já atinge todo o mundo.
"As mudanças climáticas vão ampliar a distribuição desigual do risco, reforçando ainda mais os impactos de desastres sentidos pelas comunidades pobres dos países em desenvolvimento", disse o Relatório de Avaliação Global de Redução de Riscos de Desastres.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio, afirmou que devem ser assinados tratados onde principalmente os países ricos se comprometam com a diminuição de emissão de poluentes do ar causadores do aquecimento global. Lula disse que "os países ricos (...) querem continuar com o mesmo padrão de consumo, mesmo padrão de produtividade, mesmo padrão de vida que têm", enquanto querem que os pobres e emergentes sejam "os sequestradores do carbono que eles liberam".
A mudança climática é uma questão de saúde que afeta bilhões de pessoas, o que torna urgente a elaboração de medidas para tentar solucionar esse problema. Entre 8 e 17 de dezembro ocorre na capital dinamarquesa a cúpula das Nações Unidas sobre mudança climática, com o objetivo de reduzir as emissões de gases poluentes tanto dos países desenvolvidos quanto dos emergentes e pobres.
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